Jonas conhecia a Deus. Ele é identificado como alguém que deve levar a Palavra do Senhor a outros. Ele era um profeta. Homens dessa envergadura eram porta vozes de Deus no Antigo Testamento. Eram eles que revelavam a vontade de Deus por meio de suas pregações. No caso de Jonas, o Senhor o designou para que fosse a cidade de Nínive e pregasse uma palavra de juízo aos seus habitantes.
Jonas interpretava a Deus e a sua vontade como um bom teólogo. Já ouvi dizer que nem todo teólogo é crente, mas que todo crente é teólogo. Se entendermos teologia como o estudo de Deus ou o que Ele se deu a conhecer na consciência, na criação e sobre si mesmo em sua Palavra, qualquer afirmação, negação ou dúvida relacionada a Ele é um pensar teológico. Creio que tal afirmação é plausível.
A idolatria do teólogo Jonas pode ser encontrada em sua interpretação sobre a ação misericordiosa de Deus em salvar os Ninivitas. Lemos a seguinte declaração de Jonas no capítulo 4.2: Ele orou ao Senhor: “Senhor, não foi isso que eu disse quando ainda estava em casa? Foi por isso que me apressei em fugir para Társis. Eu sabia que tu és Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que promete castigar, mas depois se arrepende. O ídolo do coração deste profeta é a vingança.
Jonas idolatra uma visão de misericórdia pessoal e nacionalista. Ele não é alguém que não sabe quem é Deus, nem o que ele pode realizar a partir de quem ele é. O problema deste homem de Deus é não aceitar que a misericórdia de Deus seja dispensada aos inimigos estrangeiros.
Jonas tornou-se escravo de um ídolo chamado vingança. Todos os seus movimentos de fuga devem ser interpretados a partir desse desejo último que governa o seu coração. A força deste desejo pode ser visto no ato insano dele de fugir da presença do Senhor de toda terra. Por não querer fazer a vontade de Deus, este profeta também não quer a sua presença.
Identificar o ídolo que influencia os nossos movimentos é algo imprescindível. O ídolo de Jonas governa suas emoções e ações. Ele cria um mundo paralelo ao de Deus como se isso fosse possível. Ele crer ser legítimo tudo que ele sente e faz. Ele realmente é alguém que vive o processo de auto-engano.
Nenhum cristão encontra-se livre de experimentar algum grau de idolatria. Mesmo sendo um servo de Deus, Jonas é alguém que viveu uma intensa experiência de idolatria. As experiências sobrenaturais, o ministério frutífero e a misericórdia não surtiram efeitos imediatos em sua vida.
Acredito que a história de Jonas é a história do homem que não levou a sério a força dos ídolos do coração. Não seja ingênuo quanto a força do pecado. Mesmo que ele não reine mais sobre a vida dos salvos, ele ainda age na tentativa de conduzir-nos a idolatria. Creia no Deus invisível criador dos céus e da terra. Deposite sua fé em seu Filho Jesus que morreu a nossa morte a fim de vivermos sua vida. Dependa do Espírito Santo para se mover nesse mundo sedutor.
O que tenho da história de Jonas só me permite dizer que o ídolo rouba-nos de desfrutar da maravilhosa graça de Deus. Quebre o seu ídolo hoje e deposite toda a sua confiança naquele que te ama com amor eterno. Amém.




